Vitória, 06 de Janeiro de 2009
Colunistas
foto José Roberto Mignone

José Roberto Mignone

Formado em Administração pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Já atuou como Locutor, apresentador, colunista de diversos veículos. Atualmente é Coordenador das emissoras de rádio da Rede SIM SAT e Colunista da revista SIM.

email: jrmignone@hotmail.com

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Mídia e Outros

ENGRAÇADO

2008/07/21

Muitos fatos engraçados ocorreram no dia a dia do radio. Até pouco tempo atrás, este serviço era mais diversão que sustentação de uma vida. Ou melhor, ganhava se divertindo. Isso mudou muito agora, onde a concorrência ou a própria tecnologia impedem que trabalhe se divertindo.

Casos como a famosa fita k-7 do Globo No Ar, o lendário noticiário da Rádio Globo, gravado, todo original, ou seja, vinhetas, locução, mas com texto virado para a sacanagem. Era objeto de desejo. Tinha também os momentos de brincadeiras ao vivo. A melhor contata é do locutor lendo o noticiário, juntamente com o companheiro, fazendo dupla de vozes. Um deles, notando o operador de som a sua frente, separados apenas pelo vidro do estúdio, de cabeça baixa fazendo alguma coisa, aproveitou para chamá-lo, sussurrando seu nome, enquanto era a vez do companheiro locutor estar lendo.

O operador, macaco velho do sistema, achou que podia ser um deles lá do outro lado e continuou fazendo ponta no lápis de cabeça baixa. E o cara então continuou. Quando era a vez do colega ler, ele, sem se mexer de sua posição, mas vendo o operador de cabeça baixa, sussurrava novamente o nome dele. O operador olhava de repente, mas lá estavam os dois locutores concentrados.

Mesmo assim, o operador levantou-se da cadeira e suavemente encostou os ouvidos no rádio, aquele aparelho grande e valvular e que ficava a sua esquerda á meia altura para notar nitidamente qual dos dois locutores estava fazendo aquilo, que inclusive saia no ar. Percebendo aquela cena, o locutor sacana então não perdeu tempo e literalmente GRITOU no microfone enquanto o outro continua lendo: “MIIIGGGUUUEEELLL!!!” O nome do operador. Este instintivamente colocou a mão no ouvido e olhou abismado para dentro do estúdio de locução, como não estivesse acreditando naquilo. Mas aconteceu.

Outra boa foi a maneira como um diretor avisou ao radialista de que não precisa mais de seus serviços. Estado a emissora dele ás margens da rodovia, mirou o funcionário relapso, apontou para a porta que dava para a rodovia e disse resoluto: “ Fulano. Não preciso mais de seus porcos serviços. A BR101 é a serventia da radio. Pode voltar por onde veio” Foi curto e grosso. E assim tem muitas, que se fosse contar, daria um livro.




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