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Sim Notícias - Política

Mateusão é condenado a mais de cinco anos de prisão

17/11/2008
O prefeito reeleito de Pedro Canário, Mateus Vasconcelos (PTB), conhecido como Mateusão, foi condenado pela Justiça a cumprir cinco anos e dez meses de prisão e a ressarcir o erário estadual. A sentença foi dada no processo em que o prefeito respondia pelo recebimento de pagamentos de viagens não realizadas à época em que era deputado estadual, as chamadas “viagens fantasmas”. Mateusão exerceu o cargo entre 1999 e 2002, na gestão do ex-presidente da Casa José Carlos Gratz.
 
Segundo a sentença, expedida no último dia 06, Mateusão participava de um esquema que beneficiava deputados que faziam parte da base de sustentação de Gratz. Além disso, a decisão judicial informa que o ex-presidente da Assembléia e o ex-diretor-geral André Nogueira sabiam do esquema, uma vez que, “no mesmo dia em que (Mateusão) deveria estar em outra cidade, (...) se fazia presente nas sessões ordinárias e extraordinárias da Assembléia Legislativa”.
 
Ainda segundo o documento, o ex-deputado teria recebido da Assembléia um total de R$ 35.148,00 em diárias provenientes de viagens supostamente realizadas entre novembro de 1999 e novembro de 2002.A denúncia, que originou a sentença, foi feita pelo Ministério Público Estadual (MPES) em abril de 2007.
 
O prefeito não foi encontrado em seus números de telefone para comentar a decisão da Justiça e se vai recorrer a instâncias superiores.
 
Capacitação ilícita de votos
Mateusão responde a outro processo na Justiça de Pedro Canário em que é acusado de distribuir cestas básicas e dinheiro para garantir sua reeleição no município. A Promotoria de Justiça está analisando o processo e a expectativa é de que a sentença seja proferida somente no final da próxima semana, após a manifestação da Promotoria e as alegações finais das partes.
 
A peça, que está sendo estudada pelo promotor Gusthavo Barcellar, deve ser encaminhada na próxima segunda-feira (17) para o juiz eleitoral já com o parecer final da promotoria. Nos bastidores, o entendimento é de que a Promotoria vá pedir a condenação de Mateusão pela consistência das provas colhidas nos autos. Caso isso se confirme e o juiz acompanhe o parecer do Ministério Público, o prefeito reeleito não poderá ser diplomado e empossado em janeiro de 2009.
                                                                                  
Na última segunda-feira, testemunhas foram ouvidas pela Justiça e confirmaram as investigações realizadas pelo Ministério Público na instrução do processo, que apontaram as supostas irregularidades.
 
Segundo revelam as investigações, foram encontrados na casa de um assessor do prefeito eleito cerca de R$ 14 mil em dinheiro, materiais de campanha, cestas básicas e contratos de cessão de veículos.
 
Mateusão ainda responde por uma outra ação na Justiça que não foi julgada por força de uma liminar concedida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Neste procedimento, o prefeito é acusado de promover bingos no município com entrega gratuita de cartelas. O objetivo, segunda a promotoria, era promover a campanha do político.

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